Recentemente, fiz um desafio um tanto espontâneo e divertido de capturar durante um mês situações e elementos que me chamaram atenção, seja porque achei bonito, ou porque foi divertido, o intuito era voltar a tirar fotos como uma forma de documentar e registar minha vida bem como voltar a ver a beleza nas pequenas coisas.
E de fato, o que percebi durante esses últimos 31 dias foi que deixamos muitas coisas passarem diante de nossos olhos, coisas simples do dia a dia, que possuem um grande poder de nos ajudar e nos salvar. Sim, aquela estrela mais brilhante no céu iluminou e me salvou de um dia difícil e fiquei agradecida por tê-la encontrado.
Fiquei também agradecida por sair com minha cachorrinha, depois de ter desejado por tantos anos (logo após ler A segunda vida de Missy) um cachorro para poder caminhar todos os dias e ser minha companhia diária.
Além do mais, apreciei a companhia do meu irmão depois de meses longe, olhei mais pro céu e percebi que tava sempre olhando pro chão (porque Amélie vive me puxando e ficando no meio do meu caminho), mas agora voltei a olhar para as estrelas, para a lua e para o céu azul.
E sem deixar de lado que percebi que a música foi importante para mim em todos esses dias, não tem como ignorar algo que faz parte de você, não importa o que dizem ou se ainda tenho um longo caminho para melhorar e me aprimorar, não importa se ainda sou ruim no teclado, se ainda me atrapalho ao ler uma partitura, se eu desafino e não consigo alcançar uma nota, se ainda me pressiono para escrever músicas melhores e com sentido. Porque o que importa no final foi que eu me diverti durante o processo, eu fui aquela que sorriu, e aquela que se salvou.
Aprendi nessas fotografias que a jornada de um sonho é bem solitária, ficava me questionando "será que vale a pena todo esse esforço?", "porque ainda tento?", "quero um caminho mais fácil que esse", e no final entendi meu sonho não é algo que está fora de mim, ele faz parte de todo um conjunto que determina quem eu sou.
E eu sou Thalita, uma garota de 23 anos que sempre foi sonhadora, que sempre teve o desejo de cantar, que começou a escrever canções aos 11 anos, que sempre foi uma romântica incontrolável, que desenhava estrelas na última página do caderno, desejando algum dia alcançá-las, e se tornar parte da constelação.
E nessas constantes fotos, me aproximei mais e aprendi com o meu melhor amigo e mentor, que é preciso ter paciência consigo mesma e se olhar com carinho e amor.
Busquei a minha vida toda pelo amor, procurava e ansiava desesperadamente, para que anos eu descobrisse que eu tinha todo o amor guardado dentro de mim. Eu guardava todo o amor em meu coração e quando eu entendi, liberei eles como fogos de artíficio em uma madrugada qualquer, e ninguém precisava entender e nem saber.
Todo o amor que eu guardei dentro de mim.
E por último o que aprendi é que vinha constantemente, nos últimos meses, engolindo palavras com medo de trazê-las a tona ou de ser vulnerável, vim ameaçando meu corpo ao tentar a todo custo esquecê-las, e sendo uma covarde fugindo em outro idioma. Mas, consegui sair do bloqueio criativo e me colocar evidência (na parte criativa), e escrever no diário e escrever novas músicas em português foi definitivamente meu ponto alto.
Sei que essa postagem foi um pouco mais reflexiva que o normal, mas está chegando meu aniversário e o do blog (que vai fazer 7 anos se não me engano) então fiquei pensativa.
Espero que tenham gostado!
Thalita Lasse.







