RANKEANDO LIVROS QUE LI NO 1° SEMESTRE
19 julho 2026
Resenha | Fazendo Meu Filme - Lado B
04 julho 2026
Para
quem acompanha o blog, sabe que até desafio para assistir todos os filmes que a
Fani citou no livro, já tentei (e até hoje não consegui finalizar essa lista
imensa!!)
Mas nesta
postagem em especial, não vamos comentar da Fani e sim do nosso querido e amado
Leonardo! Ou melhor, Leo!
Em Fazendo Meu Filme – Lado B,
conhecemos a perspectiva do melhor amigo e par romântico da Fani, na história
do primeiro livro da série.
E para ser sincera com vocês, eu amei
ter conhecido um pouco mais do Leo, e a maneira como ele observava as coisas, como
pensava, sentia e se relacionava com os outros (seja na família, amigos ou no
amor).
Além disso, vocês bem sabem que a Fani é
bem dramática e tende a focar muito no lado pessoal dela, então ao conhecer a
visão do Leo sobre essa mesma história tudo ganhou mais cor e mais entendimento
também!
Foi nesta obra que tive a oportunidade
de conhecer melhor uma das personagens “vilãs” da história que é a Vanessa e
seu namoro repentino com o Leo. Isso foi algo que gostei e ao mesmo tempo não,
gostei por terem desenvolvido a personagem dela e de descobrirmos mais sobre
sua personalidade e sua trama, assim como entendermos como que o Leo de repente
ficou super amigo e logo em seguida a paixão da garota! Porém, não gostei que a maior parte da leitura
foi sobre o relacionamento deles dois que foi uma chatice!
Na verdade, a história toda fica numa
repetição do Leo não ter coragem o suficiente para abrir o coração e dizer a
verdade a Fani, e ficar o livro inteiro estranho com sua melhor amiga e de
repente namorar a garota que ela odeia! A parte legal é que a escrita é muito
fluida e nem percebia que os capítulos se passavam, entretanto tinha muita
coisa que poderia ter sido cortada.
Nessa ida e vinda dos sentimentos do Leo
de se aproximar e distanciar-se da Fani, tudo que eu queria era ver eles dois
juntos novamente, mas só tive isso nos capítulos finais...
Isso tudo me fez pensar em como a Fani
era lerda e sonsa em algumas situações e o quão irritante era a amizade deles
que pareciam mais namorados do que amigos. Sem contar que, percebi que eles mal
conversavam direito e eram melhores amigos, como isso?
Enfim, tenho um apego imenso por esse núcleo de personagens e foi divertido ler como fã! O Leo é apaixonante e encantador. E amei saber mais sobre seu amor pela música e por CDs!!
Depois de um tempo, as músicas do lado A acabam enjoando, elas grudam, a gente cansa. Já as do lado B... Ah, essas a gente quer levar pro resto da vida. É como se fosse um segredo nosso, aquela melodia que apenas a gente conhece... A Fani é meu lado B.
Para ver as próximas postagens do blog é só acessar a agenda. Beijos e até a próxima! 💙
| My Hidden Track |
Minhas citações favoritas de Cartas perto do coração, de Clarice Lispector
25 dezembro 2025
Agora eu estou rindo, mas estava séria. Talvez estejam me achando excessiva, não faz mal, corro o risco e até perco.
Ainda é tempo de não ir, não tomar o avião, dizer que esqueci o principal, e o principal é ficar, ir para casa, ler um livro, conversar, dormir e esquecer. Mas vou.
Pode ter certeza de que não te esquecemos. Ainda ontem me lembrei muito de você porque um americano me perguntou se o meu relógio era suíço. A Suíça existe mesmo? Serão daí mesmo os queijos suíços? Me escreva, Clarice, sou tão cínico que te peço para me escrever, me responder com a pontualidade e a prestreza que não tenho, contando tudo, suas aventuras e desventuras nessa poética Seminarstrasse.
Daqui de Nova York não posso te contar nada além do que você calcula. Outro dia abri um livro de Erico Verissimo sobre literatura brasileira escrito aqui, mesmo na página em que ele fazia uma referência a você. Tenho sentido muita falta de seu livro que deixei no Brasil, para plagiar uns pedaços quando vou escrever o meu. Tenho tido muitas dores de cabeça, tenho ouvido histórias de espantar.
Tenho tido muito pouco dinheiro. Tenho tido muitas oportunidades de ficar calado. Tenho tido muita decepção com os Correios. Tenho tido cansaço, saudade e calma. Tenho bebido muito, muito, muito. Tenho lido os suplementos dominicais. Tenho tido vontade de voltar. Tenho escrito muitas cartas para você. Tenho dormido muito pouco. Tenho xingado mmuito o Getúlio. Tenho tido muito medo de morrer. Tenho faltado muita missa aos domingos. Tenho tido muita pena da Helena ter se casado comigo. Tenho tido dor de dente. Tenho certeza de que não volto mais. Tenho contado muito nos dedos. Tenho franzido muito o sobrolho. Tenho falado muito com os meus botões. Tenho tido muita vontade de brincar.
Clarice, estou perdido no meio de tantos particípios passados. Estou com vontade de fumar e o meu cigarro acabou, estou com vontade de namorar de tarde numa pracinha cheia de árvores, estou com muitas saudades de mamãe.
Me escreva que responderei imediatamente. Como vai indo o seu livro? O que é que você faz às três horas da tarde? Quero saber tudo, tudo...
Clarice Lispector é engraçada! Ela parece uma árvore. Todas as vezes que ela atravessa a rua bate uma ventania, um automóvel vem, passa por cima dela e ela morre. Me escreva uma carta de 7 páginas, Clarice.
Dei um ar de tristeza? não, dei um ar de alegria.
Viver afinal é questão de paciência.
É possível que estejamos sempre querendo dizer as mesmas coisas em línguas diferentes.
Não dizia nada e dizia tudo. Todos intimamente sabiam o que ele queria dizer.
A gente se angustia é por não saber intimimamente o que está fazendo. Perde-se tempo, e há muita coisa de utilidade imediata atualmente, esperando o nosso esforço.
Tenho uma grande, uma enorme esperança em você e já te disse que você avançou na frente de todos nós, passou pela janela, na frente de todos.
Você me dá uma impressão de segurança que me faz ficar boquiaberto.
Tenho mesmo medo de desistir e me entregar porque não sei o que virá daí. Até agora eu mesma me ergui sempre mas é um esforço muito grande e naturalmente estou bem cansada.
A solidão de que sempre precisei é ao mesmo tempo inteiramente insuportável.
Todo o mundo começou a reclamar, a dizer que queria ver o show e que quem queria chorar que fosse para casa... (quase que fui)
Clarice, antes de tudo, como vai você? Ou antes ainda, como fica você? Porque você por dentro não vai bem não, Clarice Lispector, você por três vezes já se esqueceu de sorrir quando era preciso.
Só temos a oração e o amor. A oração humilde de cada noite, da ave-maria e do padre-nosso repetido muitas vezes, já decorado e sem sentido.
O que você deve ter não é um problema, mas muitos problemas, que podem ser horríveis, mas são muitos, portando não são você, apenas te prendem - e eu gostaria mesmo que você pudesse abrir seu coração e se liberta, Clarice. Creio muito em você, tanto quando às vezes em mim mesmo.
Volte a escrever, Clarice, quero você muito feiz e isso me faz bem. Suas cartas e minhas respostas me fazem bem.
Eu tinha tanta vontade de ser um fantasma arrepiado e ficar atrás das pessoas que estão pensando junto de uma mesa e soprar um ânimo, uma palavra.
Não quero mais falar, tudo isso é horrível e pesado. Quem me mandou escrever para você e você responder? Tem certas coisas que é melhor que a gente nunca tenha oportunidade de dizer, certas coisas que ficam fatais.
A gente sofre muito: o que é preciso é sofrer bem, com discernimento, com classe, com serenidade de quem já é iniciado no sofrimento.
Sinto falta de você ue sabe dizer coisas tão boas que anima e põe a pessoa de novo no centro das coisas.
Não gosto que me vejam assim, embora se trate de lágrima bem-comportada, de lágrima de artista de segundo plano, sem permissão do diretor para arrumar os cabelos...
CITAÇÕES FAVORITAS DO LIVRO: VÁ AONDE SEU CORAÇÃO MANDAR
10 julho 2025
Quando penso na vida da minha mãe, na da minha avó, quando penso na vida de um porção de gente que conheço, volta à minha memória justamente essa imagem - fogos que implodem sem chegar lá em cima.
Se eu tivesse compreendido, então, que a primeira qualidade do amor é a força, provavelmente os fatos teriam se dado de outro jeito. Para ser forte, contudo, a pessoa precisa antes de mais nada amar a si mesma; para amar a si mesma, precisa se conhecer em profundidade, saber tudo de si, até as coisas mais ocultas, as mais difíceis de aceitar.
'Todas as noites', disse ele, 'às onde em ponto, seja onde for que eu estiver e seja qual for a situação, vou sair ao ar livre e procurar Sirius no céu. Você faz o mesmo, e assim nossos pensamentos poderão se encontrar e ficar juntos lá em cima, ainda que estejamos distantes e nada saibamos um do outro'. Estávamos na sacada, e dali, apontando para as estrelas, entre Órion e Betelgeuse, ele me mostrou Sirius.
O processo do seu crescimento é um tanto parecido com o das pérolas: quanto maior e mais profunda a ferida, mais forte a couraça que se forma em volta.
...até que um dia, diante de alguma coisa boba e sem saber por que, de repente choramos como uma criança.
Vivíamos na mesma árvore, mas em estações diferentes.
Está feliz? Só isso me interessa.
A sorte nada mais é que o resultado das ações passadas; somos nós, com nossas próprias mãos, os responsáveis pelo nosso destino.
Quanto mais eu tentava, menos à vontade me sentia. A renúncia de si leva ao desprezo. E do desprezo à raiva é só um passo.
Os tempos mudavam, as pessoas mudavam, tudo mudava ao meu redor, e eu tinha a impressão de continuar parada.
A vida continuava sua marcha, com todas as suas exigências. A vida era você, pequena, indefesa, sem mais ninguém no mundo; você chegou e invadiu esta casa silenciosa e triste com suas risadas súbitas, com seus choros.
Onde há Deus, não há lugar para o acaso, nem mesmo para o humilde vocábulo que o representa.
Toda vez que ouço alguém dizer que está com saudade dos anos de escola, que foram os melhores da vida, fico sem palavras. Para mim, aquele foi um dos piores períodos da minha vida, talvez mesmo o pior, em termos absolutos, pela sensação de impotência que o marcava.
Ainda podia ouvir as notas (...) uma hora, a melodia explodia alto demais; na outra, desaparecia por completo (...) Como seria então possível eu guardar a minha música? (...) Pouco a pouco a música desapareceu, e com ela o sentido de felicidade profunda que me acompanhara nos primeiros anos de vida.
Eu achava que um dia iria encontrar um rapaz com quem poderia ficar conversando até altas horas da noite sem me cansar, e no decorrer da conversa iríamos perceber que víamos as coisas do mesmo jeito, que experimentávamos as mesmas emoções. Surgiria, então, o amor, um amor baseado na amizade.
É engraçado como muitas vezes pessoas importantes na nossa vida, à primeira vista, não são nem um pouco do nosso agrado.
Ele me ouvia, e isso era para mim um verdadeiro milagre.
Você se lembra do que o Pequeno Príncipe fazia para domesticar a raposa? Ia todos os dias até a toca dela e esperava que saísse. Pouco a pouco, então, a raposa foi conhecendo-o e aprendeu a não ter medo dele. E não só isso: também aprendeu a se emocionar toda vez que via alguma coisa que lhe lembrasse o pequeno amigo.
Com ele, finalmente, eu podia falar; ele apreciava a minha inteligência e vontade de saber, eu apreciava nele a calma, a disponibilidade para ouvir, aquela sensação de segurança e proteção...
Augusto me contara que na primavera os pássaros cantam mais alto só para agradar às fêmeas, para induzi-las a fazer o ninho com eles. Era exatamente o que ele tinha feito comigo: uma vez conseguido o ninho, deixara por completo de se interessar por mim. Eu estava la, mantinha-o quente, e só.
Eu pensava em Ernesto? Claro... Mais que pensar, eu existia para ele, ele existia em mim, em cada gesto, em cada pensamento éramos uma só pessoa.
Todas as minhas energias se concentravam num futuro indefinido, na hora eu poderia reencontrá-lo.
Onde é que eu ficava? Quem eu era? Quando havia sido a última vez que fora eu mesma?
Li um provérbio dos indígenas americanos que afirma: Antes de julgar uma pessoa, passe três luas usando seus sapatos.
Quando não queremos olhar dentro de nós mesmos, encontrar saídas é a coisa mais fácil do mundo. Sempre há uma culpa externa, é preciso ter muita coragem para aceitar que a culpa - ou melhor, a responsabilidade - é nossa e somente nossa.
Lembre-se de que a primeira revolução a ser feita é aquela dentro de nós, a primeira e mais importante. Lutar por uma ideia sem ter uma ideia de si mesma é uma das coisas mais perigosas que alguém pode fazer. Toda vez que se sentir confusa, perdida, pense nas árvores.
Todo mundo gostou... MENOS EU! (versão livros)
04 julho 2025
1. A BIBLIOTECA DA MEIA NOITE
2. TÁTICAS DO AMOR
Lançamentos de livros em Julho (2025)
03 julho 2025
Resenha | Conquistando a Singularidade
20 março 2025
Olá,
amados leitores! Estou de volta e dessa vez para comentar sobre uma fantasia
urbana que envolve oráculos e profecias!
Conquistando
a Singularidade, é aquele tipo de livro que instiga o leitor a querer descobrir
mais e mais do seu universo, que é tão complexo e desafiador, trazendo bruxas, lobisomens
e oráculos. E você pode até me perguntar: ok, mas o que devo esperar dessa
história?
Bom,
vamos conhecer primeiro a ficha técnica, não acha?
Em um mundo onde oráculos preveem tudo, desde colisões de trânsito até mortes acidentais, o futuro de Kate Hale é um mistério. Mas isso não a impede de conquistar o emprego dos sonhos como investigadora de previsões. Então, quando um oráculo relata o próprio assassinato de alta-probabilidade, ela sabe que sua carreira depende de passar o caso para outra pessoa… nem que seja um contato policial desequilibrado com um apetite por perigo.
Em vez de tirar o problema das mãos dela, o policial Ian Becker a arrasta junto em uma missão ousada para salvar o homem das garras da morte certa. Conforme as profecias acabam e pistas só acrescentam mais confusão, Kate percebe que nada é o que parece, incluindo o parceiro de cabeça quente e coração de ouro.
Quando a investigação do quase-assassinato desvenda uma conspiração sinistra, Kate e Ian poderão apreender os culpados antes que seu futuro caia em um grande desconhecido?
Conquistando a Singularidade é o primeiro livro das Profecias Discrepantes, uma série excitante de fantasia urbana com romance. Se gosta de profecias surpreendentes, histórias de amor em banho maria, e humor sarcástico, então irá amar o mistério cheio de ação de Tina Gower.
Compre Conquistando a Singularidade para seguir seu sexto sentido até uma fantasia de mistério cheia de reviravoltas!
Tenho
que admitir, tive um pouco de dificuldade de entender por completo todo o universo
que a escritora apresentou durante o livro.
O
início da minha leitura, foi marcada por uma confusão de ideias, já que ao ler
a sinopse eu tinha entendido algo totalmente diferente do que a história
realmente é contada, sem deixar de lado que no começo a escrita é mais técnica,
ou seja, vai direto ao ponto sem muitas emoções ou aproximação com os personagens.
E isso me dificultou um pouco para entender, principalmente o fato de
apresentar as informações sobre o universo aos poucos, como por exemplo da
protagonista sem uma humana que não tem um destino previsto ou de como
funcionava a rede de previsões do futuro. Custou muito, para eu entender que o
Oráculo era uma pessoa que trazia previsões do futuro de setor específico, como
por exemplo a respeito do clima, e que existia neste mundo, bruxas e
meio-lobisomens.
Em
relação a ambientação, foi fácil de entender já que se passa em um ambiente
urbano, não precisou de muita descrição, e sobre o enredo a temática da
investigação é o que conduz os personagens principais Kate e Ian, tendo o
romance como plano de fundo bem suave.
No
geral, a ideia da história em si é bem intrigante, tem um desenvolvimento dos
personagens principais, sobre suas histórias do passado e seus desejos para o
futuro, os secundários aparecem com frequência, mas não tão explorados. Infelizmente
não consegui construir uma conexão com os personagens tanto protagonistas como
secundários. Já sobre o romance, é algo que passa despercebido pois não é o
foco central do livro, mas Kate e Ian em todas as cenas juntos mostram química
e desejo em se aproximarem, porém nada mais que isso.
Se
você curte fantasia, em um universo com investigação e oráculos que preveem seu
futuro, é uma boa aposta de leitura!
Sou péssima em consolar as pessoas. Não encontro as palavras certas, então mordo o lábio no lugar para evitar tagarelar algo loucamente inapropriado.
Algumas pessoas pensam melhor em uma casa organizada. Eu precisava de uma lista.
Olha, Kate, é por isso que você é uma péssima amiga. Você entra na vida de alguém e faz ele acreditar que é especial e aí você não liga, não manda mensagem.






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