Cadê as outras duas pessoas que estavam assistindo Gimbap and Onigiri?
Recentemente, finalizei esse dorama japonês que estava em lançamento durante essas últimas semanas e me senti meio solitária acompanhando, porque não vi ninguém comentar sobre ele (nas redes sociais).
Então, senti a necessidade de escrever essa resenha!
Vamos lá conhecer Gimbap and Onigiri, conhecido também pelo seu título em português, Bolinhos de Arroz?
Trailer:
Lançado seu primeiro episódio em Janeiro, acompanhamos a jornada de dois jovens adultos de diferentes nacionalidades que por um acaso se encontram, se apaixonam e aprendem um com outro através das suas diferenças culturais enraizadas.
Gimbap and Onigiri é um drama que apresenta um tom calmo e acolhedor em suas cenas, então não é de se esperar grandes movimentações ou conflitos durante sua história. Para falar a verdade, o que observamos é um enredo com um estilo slice of life, que nos aproxima da vida diária da Rin, uma estudante de animação, e um ex corredor que está procurando seu propósito de vida.
Por conta disso, o tempo todo, observamos o jovem casal em busca de um autoconhecimento sobre o que fazer com suas vidas, com seus sonhos, suas carreiras profissionais e sobre o que o futuro aguardava após tomarem certas decisões. E com isso, eram levados a frustrações em algumas cenas, da perspectiva das pessoas da família comentando sobre o rumo da vida deles, somado com a incessante busca do quê eles realmente gostariam para si próprios.
E sinceramente, foi bem chato assistir certas cenas da mãe da Rin querendo mandar na vida da filha que estava lá no Japão! O pior foi ela surtar por a filha estar namorando! A mulher adulta, feita, vivendo plenamente sozinha em outro país e a mãe sai lá da Coreia do Sul para isso? Senti que faltava mais posicionamento da protagonista ao longo dos episódios… Um desenvolvimento melhor, talvez?
Enquanto isso, temos o romance entre o casal que era para acontecer de forma gradual, mas de repente percebi que eles já estavam embarcando em um romance de maneira rápida demais, o que nos entregou algumas cenas fofas porém à medida que os episódios se passaram, brigas sem muito fundamento começaram a aparecer.
Com essas intrigas bestas que comecei a ficar mais desanimada em acompanhar. Era sempre um loop infinito de estarem bem, a Rin não se contentar com a forma como Taiga amava ela, brigavam, se desculparam e voltavam novamente. E isso se tornou tão cansativo de assistir e ao mesmo tempo o enredo se tornou tão monótono!
De fato que, dá para observar os dois lados da relação, em um ponto de vista temos a Rin, que estava acostumada com relacionamentos mais intensos, a todo momento estar presente, e por outro lado temos o Taiga que ama de uma maneira diferente mais introspectiva, com o individualismo dele acentuado mas que expressa da sua maneira.
Eu, de verdade, não gosto de falar mal de protagonistas mulheres, mas a Rin misericórdia… Não consegui gostar dessa personagem. Ela era mimada demais, vivia exigindo coisas para o Taiga, continuava saindo com o amigo que gostava dela, e só pedia desculpas quando o namorado pedia… Era como se ela sempre estivesse certa na história e o Taiga tinha que correr muito, coitado, para alcançar o patamar que ela criou no relacionamento.
Os dois estavam em níveis completamente diferentes no amor e a questão cultural só se acentuou. Creio que muitas coisas poderiam dar certo, mas a Rin era tão chata! A personagem dela, a meu ver, foi mal trabalhada e o final foi detestável!
O que gostei foi a amizade sendo construída entre Rin e Noa, mas achei que faltou um pouco mais de desenvolvimento nos personagens secundários, não tive apego nenhum por eles.
Por fim, eu não recomendo, a história tinha potencial e o casal tinha uma química mas tiveram muitas falhas no desenvolvimento e na história no geral. O positivo é que a curta duração dos episódios, o que dá para maratonar…












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