Resenha | Revenge Of Others

24 dezembro 2022


Oi galera!! Feliz natal para vocês!! Espero que estejam bem :)

Tenho que dizer a vocês que foi bem difícil escolher um kdrama como última resenha de 2022. Eu fiz um cronograma para esse mês e queria ter postado um monte de coisa mas não consegui kkkk e está tudo bem.

E bom... Eu estava acompanhando Revenge Of Others, dorama original da Disney+ que conta basicamente sobre uma menina que busca vingança pela morte do irmão gêmeo e foi bem divertido assistir, bem como ver novamente a Shin Ye Eun como protagonista depois de tanto tempo!

Mas antes, de eu me empolgar e escrever tudo o que penso sobre, vamos conhecer um pouco deste dorama com a ficha técnica?

PS: foi meu primeiro dorama que vi com a dublagem em espanhol! Loucura loucura!!!


Ficha técnica:
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Sinopse: Ok Chan Mi é uma estudante do ensino médio de 19 anos. Ela costumava ser uma atiradora para uma equipe do ensino médio. Um dia, o irmão gêmeo de Ok Chan Mi morre. Ela persegue a verdade relacionada à sua morte. Ela se envolve com Ji Soo Heon. Em nome dos estudantes intimidados, Ji Soo Heon se vinga de seus algozes.

Gênero: ação, thriller, mistério, drama
Emissora: Disney+
Ano de produção: 2022
Onde assistir: Star+, 
Episódios: 12

Trailer: 


Crítica:
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Primeiramente, eu comecei a assistir Revenge of Others não por causa da história, é claro que foi uma motivação mas para falar a verdade esses doramas de vingança, ação e violência não fazem muito meu estilo. O que eu estava animada mesmo, era pelo retorno de uma das minhas atrizes favoritas a Shin Ye Eun! Não sei se vocês já conhecem ela, mas eu venho acompanhando essa atriz desde He Is Psychometric e torço para que ela seja reconhecida e consiga bons papeis em doramas e filmes kkkk... É, acho que sou quase uma fã? A última aparição dela foi na segunda temporada de Yumi’s Cells, e me pegou de surpresa!


Embora eu tenha começado por conta da atriz e pela sinopse instigante, Revenge Of Others entregou um enredo surpreendente e que atiçava a curiosidade a cada episódio com alguns plot twists e teorias a respeito do que levou o irmão da protagonista a morrer e quem tinha o matado. Então no final valeu a pena ter começado!



A história é bem curta, já que tem apenas 12 episódios (o que eu amo) e o enredo se desenvolveu bem, para falar a verdade foi muito cativante, assim como os personagens principais e secundários que tiveram uma boa construção e motivação para estarem presentes nas cenas. Além da fotografia que foi sensacional!



O que não esperava dele é que fosse tão violento! Por se passar em ambiente escolar e ter todo um envolvimento de investigação, eu pensei que não teria tantas cenas de agressão mas eu estava errada. O que mais teve foi agressão física, e apresentações de temáticas bem pesadas como o estupro e bullying.



Ademais, o final ficou um pouco confuso. Eu tinha algumas dúvidas sobre o vilão mas quando revelaram ele, começaram a jogar informações novas já no último episódio! Como a possível chance do irmão gêmeo dele estar vivo, e fiquei na dúvida “então um é bom e outro é ruim?” e depois mostraram subjetivamente que ele tinha transtorno de dupla personalidade. Mas foi difícil entender, tive que ver algumas explicações nas redes sociais.


No geral, foi um bom dorama e com certeza foi divertido acompanhar apesar de ter uma abordagem mais pesada e com muita ação, teve algumas cenas de romance que nem esperava! Outra coisa que não esperava também foi a OST!! EU AMEI!! kkkk enfim, eu recomendo pra vocês!




OST:
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Resenha | Full House

18 dezembro 2022


Alguns meses atrás, eu vi que tinha entrado na Netflix a adaptação de Full House, e imediatamente lembrei da Na Hee Do de Twenty Five Twenty One, então pensei que seria uma boa ideia assistir esse dorama antigo, até pra saber do porquê a personagem principal surtava tanto com a história!

Eu comento bastante sobre doramas “atuais” no blog, mas esse vai ser o mais antigo, ele foi lançado em 2004 quando eu tinha apenas 2 aninhos kkkkk

Mas, antes de começar a falar sobre o que achei vamos conhecer sobre Full House?




Ficha técnica:
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Sinopse: Han Ji Eun, uma aspirante a roteirista. Ela mora em uma casa chamada "Full House" que foi construída por seu falecido pai. Um dia, seus dois melhores amigos a convencem de que ela ganhou uma férias grátis e enquanto ela está fora, eles vendem sua casa. No avião, ela conhece um famoso ator chamado Lee Young Jae. Através de eventos cômicos, eles se familiarizam un com o outro durante suas férias e quando ela retorna, descobre que sua casa foi vendida para ele.
Embora eles não se deem bem, como ela é confusa e ele tem um mau humor e gosta de limpeza, os dois concordam em viver um com o outro. No início, Ji Eun trabalha como sua empregada, a fim de comprar sua casa de volta, mas por causa do desejo de Young Jae de causar ciúmes em Kang Hye Won, o amor da sua vida, eles se casam. Os dois estabelecem um contrato para o casamento durar apenas seis meses. Durante esse tempo, surgem complicações e Ji Eun e Young Jae se sentem atraídos um pelo outro.

Gênero: comédia, romance, drama
Emissora: KBS2
Ano de produção: 2004
Onde assistir: Netflix
Episódios: 16

Trailer: 



Crítica:
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Como disse acima por ter lançado faz bastante tempo, eu fiquei um pouquinho chocada com a resolução, o modo de filmagem, a iluminação que não pegava direito em algumas cenas (ás vezes ficava claro demais que nem dava pra ler a legenda, ou escuro demais) bem como o áudio estourado, que era bem nítido quando os personagens principais começavam a gritar ou brigar.



Apesar de tudo, reconheci que era antigo, não deveria ficar reclamando, e segui em frente kkkk. O começo do dorama foi bem divertido, ainda mais por eu mesma estar animada para conhecer a história de romance que parecia ser bem clichê!

Entretanto, não espere muita coisa de Full House, de antemão já escrevo a vocês que ele é perfeito para passar o tempo, quando você não tem NENHUMA OUTRA OPÇÃO para assistir, e devem estar se perguntando (ou não) “como assim Thalita? Por que?”



Bom, no início até que é interessante, a história apresenta os personagens principais e o que vai vir pela frente, porém quanto mais episódios assiste mais o enredo começa a se tornar repetitivo, e era perceptível que não tinham nada de novo para colocar entre as cenas. Então a ida e vinda de conflitos eram algo constante, o que fez o kdrama se tornar monótono e chato.

Além disso, eu tenho muitas opiniões a respeito dos personagens de Full House... Primeiro vamos observar a protagonista interpretada pela linda Song Hye Kyo, essa personagem é demonstrada como adulta e órfã que vive sozinha em uma casa gigante perto da praia, desorganizada e com um único sozinha de ser escritora. Bom até ai tudo bem, a grande questão é que a história apresenta ela com atitudes muito infantis e até em seu próprio estilo, como se fosse uma criancinha, o que acabou tirando toda a sua maturidade. A construção desta personagem foi triste.



E infelizmente não foi só com ela, o seu par romântico interpretado pelo cantor Rain, também apresenta muuuitas atitudes e ações infantis, e para piorar machistas. Ele é um personagem que apresenta-se como um ator famoso mas que é apaixonado pela sua amiga de infância que brinca o coração dele, e na maioria das vezes Yeong Jae é rude e agredi a personagem principal verbalmente.



Por falar nessa dupla, o romance que tentaram aplicar entre as cenas de um suposto “enemies to lovers” foi uma decadência total! A meu ver, a combinação desses dois não deu certo e não consegui ver uma química entre eles. A maioria das cenas, eram assim: eles bem, depois começam a discutir por besteira, gritam e brigam, ficam sem se falar, depois fazem as pazes. JURO PRA VOCÊS! E ficava super chato de assistir por que era sempre agressão verbal, um era irritante e infantil e outro agressivo e rude. Ai fica difícil! Nem o final conseguiu me convencer, o protagonista tratava a menina mal de diversas maneiras.



Ademais, muitas coisas nesse dorama tiveram pontas soltas como o fato de colocarem os melhores amigos da protagonista em uma situação fácil de vender a casa dela sem permissão e no final não acontecer nenhuma justiça a respeito, como também a ingenuidade da Ji Eun em viajar para China sem dinheiro nenhum e se sair bem mesmo assim, e auge da “amiga” que justifica a venda da casa por estar grávida! Eu fiquei “que explicação ridícula é essa ???” mas eu fiquei só observando e fiquem chocados... ATÉ O FINAL, essa garota não teve nenhuma barriga de grávida a mostra, a menina continuava completamente igual ao primeiro episódios, e então eu pensei “ué?? Ela não estava grávida?? Cadê a barriga crescendo e tendo filho?” Não teve nada!! Isso foi um erro gravíssimo na história!



Uma coisa que não gostei foi o fato dos amigos terem feito tudo aquilo com a protagonista e mesmo assim ela continuou falando com eles. Os dois não tinham função nenhuma na história, apenas completavam algumas cenas.

Apesar de tudo isso, foi interessante ver os atores novinhos, e perceber como os doramas eram filmados naquele tempo. No geral, eu realmente não recomendo, entendo que é um clássico de dorama e comecei justamente por ser antigo mas não vale a pena. Não sei as outras versões que tem de outros países, mas esse em específico não gostei, só passei raiva, mas ai claro cabe a vocês escolherem ver ou não J




OST:
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Resenha | Kindred: Laços de Sangue

08 dezembro 2022



Olá pessoal que acompanha o blog! Como vocês estão?

Faz um bom tempo que eu vinha prometendo essa resenha de Kindred – Laços de Sangue e o motivo de ter demorado tanto é que eu tinha perdido as minhas anotações sobre a história! E aí, fiquei naquele dilema né... kkkkk

Mas, indo para o que interessa, a postagem de hoje é para comentar sobre esse clássico da ficção científica escrita por Octavia e publicado originalmente em 1979. Nesta obra, a autora vai abordar temas importantíssimos como a escravidão, o racismo, a desigualdade social e o ódio existente na sociedade até hoje. Octavia apresenta esse tema com total propriedade e nos mostra o outro lado da história, abrindo os nossos olhos e nos fazendo refletir.

Não vou mentir, a história é bem pesada! Porém antes de começar a pontuar sobre os elementos deste livro, vamos primeiro conhece-lo?

PS: A história é tão boa que virou até série!!



Ficha técnica:
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Sinopse: Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça.

Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida... até acontecer de novo. E de novo.

Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado.


Autora: Octavia E. Butler

Editora: Morro Branco

Ano: 2019

Número de páginas: 432

Gênero: ficção científica, viagem do tempo

Estrutura do livro: dividido em oito capítulos





Sobre a escritora:
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Octavia Estelle Butler (1947 – 2006) foi uma escritora afro-americana e considerada a dama da ficção científica, apresentou questões importantes em seus livros como o preconceito e racismo. 




Crítica:
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Comecei esse livro por uma razão: tinha um seminário para apresentar exclusivamente sobre a história e sobre a escritora Octavia E. Butler. E não tive nenhum arrependimento de ter iniciado essa leitura por que foi uma das melhores coisas que fiz esse ano! O quanto essa obra me impressionou, me deu conhecimentos e me fez abrir os olhos para certas questões sociais, não foi pouco hein!

É claro que eu já sabia de todo o contexto histórico, da escravidão, do preconceito que existia e ainda persiste em nossa sociedade, já tinha visto alguns filmes que mostravam isso, mas sabe gente... Ter lido, foi um sentimento totalmente diferente, até porque mostra o outro lado da história. Estamos tão presos nos ideais dos colonizadores, de como foi a situação para eles, como por exemplo aqui no Brasil com toda a violência e tortura, que é muito difícil a gente ter a visão de como foi esse sofrimento para eles, a leitura sempre era muito superficial (nos livros da escola). Entretanto, em Kindred a escritora transformou meu mundo completamente e apresentou algo que nem eu sabia que tinha interesse em conhecer. A sua verdadeira história.

Recomendo assistirem “O perigo de uma única história” uma palestra da Chimamanda


Como abordei no início, a obra apresenta temas pesados e antes de começar eu pensava que seria complicado ler mas foi totalmente o contrário! O vocabulário é fácil e a leitura fluiu muito bem, ainda mais pela divisão do livro em 8 partes e cada uma delas com capítulos curtos, fazendo com que eu tivesse uma percepção de que o enredo estava caminhando.



Agora partindo para os pontos positivos e negativos, na verdade eu já citei bastante os pontos positivos que são as críticas que a escritora faz em volta do poder, do preconceito e eu encontrei isso implícito quando ao longo da história a Dana (personagem principal) acaba não sendo mais a protagonista da sua própria vida, e tudo ao seu redor é baseado no menino Rufus e na sua família perversa, foi como se a Dana se tornasse uma figurante, isso foi algo muito louco! O segundo elemento que encontrei como crítica da autora foi a relação do Kevin e Dana quando viajaram no tempo, mostrando que o Kevin não sofre nem a metade do que a protagonista. Isso foi algo realmente a se pensar, os dois sabiam ler e eram inteligentes mas essa diferença da cor e do gênero foi algo que modificou o rumo de cada um.

Já sobre os pontos negativos, o primeiro fator que percebi é que a história começou a ficar repetitiva na metade da obra, entre as idas e voltas da Dana e isso fez com que a leitura começasse a ficar um pouco exaustiva e eu me perguntava que rumo tudo aquilo iria levar. O segundo fator que observei foi que a escritora não explorou sobre o universo das viagens no tempo, PRINCIPALMENTE sobre o PORQUE e COMO a Dana viajava para o passado. Fiquei a história inteira esperando pelas respostas e explicações sobre isso e no final não encontrei nada! Foi uma decepção total sinceramente. Entendo o foco da autora, mas era necessário alguma explicação do que ela apresentou bem no começo do livro. O final é surpreendente de fato, mas por não ter explicações, a história ficou como uma montanha russa, atingiu um ponto alto mas logo em seguida foi para baixo, por não ter respondido o que foi apresentado e que era o elemento principal.



No geral, foi um bom livro, aprendi muito com ele e recomendo para vocês! A única coisa que fez ele perder pontos comigo, foi justamente esse final que não foi explicado, eu relevo até a repetição dos acontecimentos entre as idas e voltas que algumas vezes foram desnecessárias, porém esperava mais deste término. Apesar de tudo, vale a pena ler! 


Frases:
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“A possibilidade de encontrar um adulto branco me assustava mais do que a possibilidade de enfrentar a violência urbana da minha época.”

 

“Mas não havia ficado perto e sentido o cheiro do suor nem ouvido as súplicas e as orações das pessoas humilhadas diante de suas famílias e de si mesmas. “

 

“Kevin, você não precisa bater nas pessoas para trata-las com brutalidade.”





Espero que tenham gostado da resenha, se já leu ou se interessou pelo livro, me conta nos comentários! vejo vocês no próximo post!  

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